Sometimes, hay que se quedar loca

Lavanda

Das alegrias de cultivar um jardim, acompanhar o florescer é uma experiência que transforma. Diariamente, aprendo através do silêncio e comunhão com as plantas.

Ainda pela manhã enquanto converso com as lavandas, minha mãe espiando da janela me pergunta se sou ficando louca. Instantaneamente penso “sometimes hay que se quedar loca…” respondo com um “quem sabe…” e continuo a prosa com as lavandas. Quero saber se a jardineira está suficiente ou se elas preferem o chão, elogio as flores que gentilmente perfumam minhas mãos enquanto as toco e peço licença para colher algumas para o chá. Já falei sobre isso aqui mas vale repetir, é incrível como a natureza cumpre seu propósito em nos servir com alimento para o corpo e para a alma, ela existe para isso e ama incondicionalmente.

Já foi cientificamente comprovado que as moléculas de água não só reagem aos sons como reagem à vibração dos sons. Plantas são compostas por água e ainda que não possuam ouvidos eu sei que elas me escutam. Outro dia o dólar que estava no escritório me pareceu triste, perguntei a ele qual era o problema, e ele me disse que não estava se adaptando ao sol. Coloquei no quarto e vocês precisam ver como ele está exuberante. Eu pergunto e espero, e de alguma formas ainda que sem palavras elas me respondem.

Para alcançar esse lugar de apreciação um longo processo interno acontece. Já passei por alguns estilos de terapia e jardinar é o que mais me agrada. O cheiro da terra, a evolução, os aromas, os sabores e claro as lições que na maioria das vezes são simples e profundas como a que aprendi hoje. Para ser quem somos muitas vezes precisamos pagar um preço alto. Às vezes parecemos loucas, intensas, desastradas ou mal educadas… enfim seja qual for o preço, no final das contas estou sempre disposta a pagar, mesmo que pareça louca.

O poder que existe da semente ao fruto é entre outras coisas divino, então quando cultivamos um jardim ou uma planta no vaso estamos cultivando nossas próprias relações. É um espaço de cura e presença, um processo individual e único que decidimos seguir.

Meu convite para você que chegou até aqui é experimentar. Alguns minutos de dedicação por dia são suficientes, comece pequeno e tenha constância, esse é o segredo.

Com amor,

Dona Maria Flor

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