Expandir

Borboleta Olho de Coruja – Borboletário da Fio Cruz, Rio de Janeiro, RJ. Foto: Paola Fávero

O Instagram vem há tempos limitando meus caracteres. Porque quem escreve sabe, não dá para limitar um texto quando ele chega, é preciso acolher por inteiro. E como um amigo te trazer um bolo de presente e você dizer que não tem espaço na geladeira. Sempre gostei de escrever e tenho milhões de blocos e cadernos que são meus tesouros, em algumas épocas essa atividade prazerosa ficou adormecida. Foi na terapia que resgatei esse pedaço de mim, escrevia como forma de esvaziar a mente, colocar pra fora os pensamentos que me inundavam e sufocavam. Acontece que depois de algum tempo nesse movimento de escrever diariamente eu comecei a intencionar as palavras, já conseguia dar forma e organizar ideias. Passei da faze de “cuspir” o texto e percebi que poderia desenhar com as letras.

Escrevia no bloco de notas e quando passava a ideia para Instagram, pronto, não cabia. Precisa podar o texto para deixá-lo no formato, e essa possibilidade me incomodava. Comecei então a colocar as ideias dentro do espaço que ele me dava, e foi sim um exercício interessante pois limitar o processo criativo não é algo negativo, muito pelo contrário essa “limitação” nos torna mais potentes pois desenvolve algumas habilidades como objetividade por exemplo, clareza e concisão. Aprendi a repensar os modelos que tinha e como que seria possível manter a ideia diminuindo na forma, e não foi isso que Steve Jobs fez? Simplicidade.

Aprendi e percebi que esse espaço não me cabe por inteira e aí a decisão de “migrar” para outra plataforma parece a mais acertada, um espaço onde eu possa expandir sem limites. Usar o controle estrategicamente para apoiar o processo não moldá-lo. Junto com essa ideia um medo óbvio de precisar ocupar os ilimitados caracteres de um blog por exemplo assombrou minha alma, o medo que a possibilidade de brilhar traz apaga qualquer faísca inicial. Paradoxal, não?

E seja na montanha mais alta ou no oceano mais profundo cá estou eu, nessa empreitada que me assusta ao passo que me expande. Como a borboleta que quando sai do casulo permite com paciência que suas asas se desenrolem também vou considerar esse espaço como as minhas asas.

Junto com a necessidade de expandir na escrita veio uma possibilidade: “e se esse espaço pudesse ser preenchido por mais que textos paridos normalmente ao sol da manhã?”. Dessa indagação nasce essa casa que traduz para o virtual um pouco do que gosto e acredito, traz também novas possibilidades de relacionamento com você mesma (o) e algumas outras coisas que ainda não sei, quem sabe?! Por aqui teremos planejamento com intuição e muita liberdade de ser.

Continuarei condensando as ideias por lá, mas a íntegra passa a ser aqui. Não sou mesmo de pisar no raso, a profundidade sempre me convida e eu vou faceira. Espero que também escute o chamado para mergulhar e descobrir dentro as respostas que vem procurando por fora. Que o medo de estar no alto não te aprisione no casulo para sempre. Meu desejo é que de alguma forma o que eu compartilhar por aqui chegue a quem precisa no momento oportuno.

Com Carinho,

Dona Maria Flor.

OBS.: Na aba Notas Sobre Mim coloquei um exercício de escrita poderoso, se quiser clica AQUI, tem até presente de boas vindas!

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